Eu Confino… Tu Confinas… Ele Confina…

E eis aconteceu aquilo que todos temíamos!… Depois do período de relaxamento durante as festas de Natal e Ano Novo!… Depois das notícias sobre o início da vacinação!… Os números da pandemia disparam, para níveis assustadores, e colocam-nos, de novo, á porta de um confinamento generalizado!

Surpreendidos? Eu não!… Não estou surpreendido porque não é preciso ser um especialista em epidemiologia para prever um cenário desta natureza, depois do que observei durante a última quinzena de Dezembro, em Portugal!

Mas dito isto… terei também de fazer o “mea culpa”… como o terão de fazer a generalidade de nós… em vez de atribuir a responsabilidade a quem governa ou decide!…

Senão vejamos…

Começando pelo relaxamento de regras durante o período de Natal e Ano Novo…

Sabemos hoje que não estávamos em condições de o fazer!…  É verdade… está hoje claro que, deixar uma mera recomendação às famílias para que mantivessem alguma contenção durante a preparação e a celebração do natal… deixar uma mera indicação de não juntar muita gente na noite de consoada… não foi suficiente para que essa contenção acontecesse de facto!…

E todos vimos o mesmo… ou não foi?… Lojas lotadas durantes os dias anteriores ao Natal… troca de prendas como em qualquer outro ano… famílias que se juntaram sem assegurar distanciamento… etc, etc, etc!

Todos (ou quase todos) erramos… Todos (ou quase todos) somos responsáveis pela evolução dos números que se seguiu a esse relaxamento!… Eu sou… pelo menos!

Mas se sabemos isto… também sabemos que se agora é fácil ter tudo isto bem claro… antes do Natal nada disto parecia assim tão fácil de entender!… E todos (ou quase todos) concordamos com esse relaxamento e aproveitamo-lo como é bom de ver…

Assim sendo… só por desonestidade intelectual podemos atribuir a culpa toda ao governo e ao presidente da república!… Todos (ou quase todos) os aplaudimos… E agora parece que todos (ou quase todos) os apupamos!… Numa espécie de esquizofrenia colectiva que nos impede de aprender com os nossos erros…

O segundo ponto sobre o qual queria reflectir foi o aparente optimismo exagerado com respeito ao impacto da, ou das, vacinas entretanto aprovadas…

É necessário que entendamos… de uma vez por todas… que a existência de uma vacina não terá nenhum impacto antes que uma percentagem significativa da população esteja, efectivamente vacinada…

O numero de pessoas até agora vacinadas em Portugal… atrevo-me mesmo a dizer… o numero de pessoas que irão ser vacinadas nesta primeira fase (até abril)… é absolutamente irrelevante para a chamada imunidade de grupo que nos permitirá respirar de alivio!…

Enquanto não falarmos de vários milhões de pessoas vacinadas… não nos podemos convencer que isto já está a melhorar…

É mais ou menos como termos um salário de €1000,00 ao qual se acrescenta €1,00 por cada mês que for passando… terão de passar alguns meses até que estes aumentos tenham algum impacto no nosso orçamento familiar!

Assim, está nas nossas mãos mantermo-nos alerta… seguirmos as recomendações da DGS… e aceitarmos sermos vacinados assim que chegar a nossa vez!…

De outra maneira… não queremos o fim da pandemia… ou talvez o queiramos mas por magia ou milagre… não pelo conhecimento ou pela ciência!

Uma última palavra sobre as implicações que a situação actual tem, ou não tem, no processo eleitoral em curso…

Perante um novo confinamento, muitos pedem um adiamento das eleições… só que a maioria lembrou-se tarde!… Ao que parece, tirando o candidato presidencial Vitorino Silva, ninguém se terá lembrado disto antes… e não havendo agora tempo… não faz, mais uma vez sentido, dizer que o culpado é o Costa ou o Marcelo!

Teremos eleições, ponto!

E se as vamos ter, urge tentar que a participação seja o menos afectada possível pela pandemia e pelo confinamento!… As medidas anunciadas pelo governo parecem-me ir no sentido correcto!… De facto, o alargamento do acesso ao voto antecipado… a possibilidade de voto porta-a-porta para quem está de quarentena… e as quase 3000 mesas de voto adicionais… cumprem um papel relevante para que muitos possam votar!…

No entanto, não posso deixar de assinalar, como já o fiz em textos anteriores… que se perdeu uma oportunidade quando não se colocou a possibilidade de voto por correspondência (por exemplo para os emigrantes)… assim como quando não se avançou para a experimentação do voto eletrónico… algo que, verdadeiramente, permitiria um acesso generalizado ao direito de voto… coisa que, neste momento, não está, efectivamente, assegurada!

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#PoliticaPortugal; #ActualidadePolitica; #SociedadePortugal; #DemocraciaParticipativa; #ConfinamentoGeral; #Presidenciais2021

Publicado por Hugo Barbosa

Empenhado em deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrei!

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