Autor Convidado: Andreia Santos Costa

Memórias do meu “International Assignment”

“É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós” – José Saramago 

Sair da zona de conforto” pode ser um cliché, e talvez seja. Achamos todos que, à mínima mudança, o fazemos constantemente. Mas será mesmo assim? Será assim tão fácil sairmos de modo confortável e seguro para uma zona onde o desconforto faz parte do nosso quotidiano? 

Photo by Serhat Beyazkaya on Unsplash

Foi em setembro de 2018 que aterrei em Basel, para o meu assignment, na Região Europa. O intervalo entre o convite e a decisão final resumiu-se a horas. Confesso que não foi uma decisão nada difícil, visto que já ansiava por uma experiência profissional, internacional, há algum tempo. Respondi ao convite do Hugo – o qual agradeço -, de partilhar este testemunho, num ápice, com o intuito de reviver, novamente, a minha experiência. Foram tão gratificantes aqueles meses, que tanto me impactaram pessoal e profissionalmente, tal como já desconfiava quando tomei a decisão final de ir. Este testemunho permite, em si, reviver aqueles meses e, quem sabe, demonstrar o quão importante é uma decisão destas. 

Basel foi essencial para a minha evolução, enquanto profissional, isto porque testou fortemente as minhas capacidades de learning agility, permitindo uma readaptação constante aliada a um mindset cada vez mais aberto e recetivo.

Tendo em consideração todas as novas variáveis, que se foram materializando durante esta  experiência, as mesmas permitiram-me ter um pensamento institucional mais estratégico, aliado a uma maior agilidade nas decisões. Uma dessas variáveis, e talvez a mais desafiante, foi ter que ter sempre em consideração que as transformações culturais que acontecem – de uma forma cada vez mais veloz – tendem a fazer parte do nosso dia a dia. O formato country cross-functional, com um forte espírito colaborativo entre equipas, diferentes realidades e mercados, foi muito desafiante. Considero, que nesta matéria, foi essencial ter uma visão mais ampla, que me permitiu colocar o “porquê” acima de qualquer outro factor, simplificando, em muitas situações, o resultado do que queremos alcançar. 

Mas, o mais importante de tudo, foi ter conhecido pessoas fantásticas que, de outra forma, não teria tido oportunidade! Conhecimentos que ainda transporto para o desempenho das minhas funções.

Analisando, friamente, fico com a sensação que não é nada de novo. E não é! Contudo, num mundo cada vez mais digital e atarefado, facilmente se perde a noção do nosso propósito. São, estes momentos de reflexão – escassos e fulcrais -, cada vez mais importantes num mundo em que algumas indeterminações futuras já não nos permitem margem para ensaios.

O conhecimento, seja em que formato for, é fundamental para nos re-inventarmos. A minha experiência internacional ajudou-me a focar no essencial, abriu-me horizontes e permitiu-me estar em constante aprendizagem. No fundo, a correr riscos! E foi um ponto de viragem para as decisões que tomei na minha carreira.

Ouvi, recentemente, que “quando começamos a ficar confortáveis, com o desconforto que nos rodeia, é sinal que estamos no caminho certo”.  E para que isso se concretize, é mesmo preciso sair da ilha! 

E continuarei a sair… As vezes que forem precisas…

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#SociedadePortugal; #CareerPlanning; #FemaleLeadership; #InternationalCareers

Publicado por Hugo Barbosa

Empenhado em deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrei!

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