Autor Convidado: Manuela Vale

O Virus

Podemos estar perante uma lição, porém podemos optar por fechar os olhos à aprendizagem. Podemos não aproveitar o reset para equilibrar todo o sistema e ficarmos a operar com a mesma avaria. No entanto, como é uma lição para o mundo, dada por um excelente professor chamado COVID-19, pode ser que seja o suficiente para mudar um paradigma que não servia a humanidade.

Alguns homens, com a sua fome insaciável de poder, sugavam todos os outros, retirando-lhes lentamente a vida de forma que eles não se apercebessem do seu vazio. 

O vazio que sentiam era inexplicável, tornaram-se sobreviventes sem o saberem. Fizeram-lhes acreditar de que precisavam de lutar entre si. Criaram-lhes imensos objetivos e todos superficiais, para que, por mais que gastassem o tempo das suas vidas, nunca alcançassem valor suficiente, formando um ciclo interminável de lutas! 

Lutaram tanto que deixaram de saber porque estavam a lutar, e deixaram de dar rostos ao “inimigo” porque tudo e todos representava uma ameaça: alguém podia parecer mais bonito; alguém poderia parecer mais inteligente; alguém poderia ter um emprego melhor; alguém poderia ter uma casa melhor, alguém poderia ter um carro melhor; alguém poderia ter umas férias melhores… Lutar! Lutar! Lutar! Lutavam tanto! Lutavam também com eles próprios, e lutavam com os próprios filhos para os forçar a lutar! 

Esta luta fê-los esquecer quem eram e retirou a importância dos outros e do mundo. Era como se fossem células do mesmo corpo desligadas entre si, esquecidas da sua função, deixando o corpo morrer aos poucos sem saberem que isso provoca a morte de todo o sistema e que daí resultaria a própria morte. 

Mesmo tendo capacidade para equilibrar todo o sistema, a maioria não sabia cooperar. Deixaram de cooperar porque estavam demasiado ocupados a “ganhar valor”, e ficaram cegos, surdos, mudos e inválidos para a dor e o sofrimento dos outros, e para a destruição do planeta.

Todos queriam preencher o vazio e sabiam que ele desapareceria com a felicidade. No entanto, muito poucos a conseguiam alcançar porque para isso era preciso parar. Parar para sentir e voltar à vida e escolher o que realmente cria momentos de felicidade.

O Sr. Professor deu o tempo necessário para olhar, escutar e pensar. Forçou o sentir ao trazer o medo da finitude, o que levou à distinção do que é supérfluo do essencial para abrir espaço para criar momentos felizes. Tornou consciente que, sem a cooperação o sistema morre e isso pode devolver o real valor a todo o ser humano e ao planeta. 

O vírus pode ensinar o que quisermos aprender!

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#sociedadeportugal; #compaixãoeempatia; #COVID-19

Publicado por Hugo Barbosa

Empenhado em deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrei!

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