Autor Convidado: Sandra Oliveira

Obrigada Hugo pelo convite para fazer parte deste grupo tão particular de pessoas com uma vivência destemida e capazes de partilhas maravilhosas. Sendo bem-vinda aqui é engraçado iniciar a minha participação com este tema que trago. Vamos a isso! 

Não sou bem-vinda por todos!

Cheguei a pensar que o problema era eu! Ou pelo menos parte dele…. 

Tenho por hábito reflectir enquanto conduzo e aproveito esses momentos para analisar o meu dia, o que corre bem e menos bem. O tema foi muitas vezes o mesmo! Dificuldades com resistências à mudança! 

Photo by Jamie Ginsberg on Unsplash

Haveria uma fórmula de implementação da mudança que agradasse a todos? O que terei que fazer para motivar aqueles que estão reticentes? Terei errado na abordagem? Estou a ir depressa demais? Terei que dar mais apoio? Mas afinal o que se passa? O que poderei fazer? Porque razão uns estão empenhados, motivados e comprometidos no processo e outros não?

Bem, estas são apenas algumas questões que colocava a mim mesma e tentava descobrir métodos e formas de agradar a todos nos processos de mudança que felizmente sempre fizeram parte do meu percurso profissional.

Na verdade, estava tão empenhada em eliminar os atritos e desafios causados pelos processos que me estava a esquecer de analisar de uma forma mais racional … afinal onde cabe aqui o ditado: NÃO SE PODE AGRADAR A GREGOS E TROIANOS? Ou simplificando: Não se consegue agradar a todos!

A resistência faz parte dos processos de mudança! SEMPRE! E sim, NUNCA serei capaz de agradar a todos.

Todo este processo (interior) de procura da melhor forma, no fundo, estava-me a limitar de uma visão global da questão. Então resolvi assumir o inevitável!

Eu não seria bem-vinda por todos, a resistência é perfeitamente natural e normal e mais ainda, geralmente há sempre quem “caia” no processo. 

Efectivamente, por várias razões as mudanças não são para todos e assumir isso fez de mim uma profissional diferente.

Enquanto estava preocupada em agradar e fazer com que todos caminhassem no mesmo sentido, agora eu sei o que me espera (e vai sempre acontecer). 

Consigo identificar 3 tipos de pessoas que vão dificultar a mudança:

🐺 as pessoas que não querem fazer parte da solução e são elas a sair;
🐺 as pessoas que dizem não gostar da mudança, são resistentes, mas estão abertas, com o tempo passam a contribuir e fazer parte do processo, tornando-se em elementos importantes na equipa;
🐺 as pessoas que não querem fazer parte da mudança, mas ocultam essa informação.  Agem e falam como parte da solução, mas minam o processo e a equipa;

Este último tipo é o pior, é o mais difícil de lidar e descobrir, age pela “calada” e consegue influenciar outros elementos.

Como tenho um sentido muito apurado, geralmente são estes que eu identifico primeiro. 

Bem, entramos agora num assunto polémico e que cria bastantes opiniões. O que fazer com estas pessoas? 

Eu não as quero na equipa. 

Assim como não sou bem-vinda por todos, também não dou as boas vindas a todos, se não é para ajudar não quero quem atrapalhe. 

Ora vejamos, uma coisa é trabalhar e ajudar as pessoas a desenvolverem a sua capacidade de aceitar a mudança e apoiar os que, pelas suas características têm mais desafios em encarar um processo que lhes dá desconforto e lhes retira algum controlo, eu aceito e aprendi a respeitar e a estar presente para elas. 

Mas neste caso, falamos de uma situação completamente diferente, são pessoas que não estão dispostas a fazer parte da mudança, mas pior, fazem tudo para sabotar o trabalho se uma equipa/organização.

Acrescento, já estive a liderar processos que apenas uma pessoa, foi capaz de tornar inviável um grande processo de mudança de forma integrada e com um investimento de milhares de euros. 

Quando acontece? Principalmente quando a cultura e hierarquia de topo não tem estrutura para sustentar um processo de mudança! Temos que ter uma cultura de exemplo! Não se pode deixar cair um processo determinante para a empresa por elementos que não estão dispostos a fazer parte.

Há um pressuposto que faço questão de falar com os meus clientes antes de iniciar qualquer processo: Prepare-se para perder pessoas! 

Eu estou preparada para isso e muito mais! 

Conscientemente sempre soube que a minha tentativa de agradar a todos era uma visão impossível, mas quem não tem no seu percurso umas ilusões loucas ou menos loucas?

Felizmente a minha durou pouco mas serviu para me tornar numa pessoa mais consciente e atenta a todos. 

Esta procura de agradar, trabalhar com equipas perfeitas, motivadas e com características que eu admirava levou-me a desenvolver algumas capacidades, com ajuda de algumas ferramentas de forma a apreciar cada vez mais equipas com pessoas de diferentes personalidades, motivações e visões, mas que no seu todo se complementam e tornam a equipa mais funcional, equilibrada e produtiva. 

Hoje sou uma pessoa muito mais atenta às características dos outros, de forma a potenciar, ajudar a desenvolver e usar as suas capacidades naturais de cada um. Procuro apoiar mais quem se sente desconfortável com as mudanças, ouvindo e compreendendo. 

Sabem o que é quase certo no processo de mudança? 

Não vou agradar a todos!

Vai haver sempre quem não esteja aberto à mudança!

Alguém vai “cair”!

Eu aprendo sempre muito!

É sempre gratificante!

É sempre desafiante!

Ainda se lembram em como iniciei este tema? 

Quando pensava que o problema seria eu e me questionava? 

Na verdade, todos temos responsabilidade! 

Cada um de nós, pelas decisões e escolhas que faz toma determinada posição face ao processo de mudança, se estivermos abertos e interessados vamos sempre encontrar pontos de melhoria. 

As consequências? 

Essas vão sempre estar relacionadas com as nossas escolhas.

A vida é feita de escolhas!

O Sucesso é Simples! 

Lisboa, 15 de Abril de 2022

Sandra Oliveira

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#SociedadePortugal; #FemaleLeadership; #Transformation; #Perform&Transform

Publicado por Hugo Barbosa

Empenhado em deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrei!

4 opiniões sobre “Autor Convidado: Sandra Oliveira

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